Continuando nossa seção de histórias que aconteceram em alguma época que eu não lembro, vamos abrir este capítulo com mais uma mentira do Marlucio.
Mentiras de Marlucio: O choro de Daniel
Esta história foi um pouco parecida com aquela que eu rachei o chão gritando. Essa história aconteceu no Barra.
Uma vez o Daniel se machucou no Barra e começou a chorar. Normal, só que depois de um tempo os pais do Daniel chegaram e ajudaram ele. Ainda normal, só que olha o que o Marlucio disse:
- O Daniel chorou tão alto que os pais dele ouviram lá de casa.
Se você olhar o
mapa do Porto, vai ver que o Barra é meio longe do Gallo, além de que o Daniel mora no último andar(cada prédio tem 19 andares). Então mais uma mentira do Marlucio.
O barrilhete e as habilidades de gatuno do Marlucio
Na casa do Marlucio tem um lugar com muitos canos, canos do prédio inteiro, que o Marlucio chamava de Barrilhete e de vez em quando a gente ia lá brincar de escalar os canos, só que o Daniel viu algo mais lá dentro.
Uma vez ele foi lá com o Marlucio e viu vários bonecos de plástico do Dragon Ball(na época era moda), só que quase todos(ou todos) era do Daniel! Só que o Daniel não conseguiu pegar de novo, senão o Marlucio ia ver e falar que era dele. É... tem que guardar as notas fiscais dos brinquedos quando se é amigo do Marlucio.
Mais isso foi só pra abrir essa história, na verdade, o Marlucio já fez isso muitas vezes. Uma vez ele estava indo embora da casa do Daniel e começou a cair carrinhos de brinquedo do Daniel do bolso do Marlucio. Aí pra disfarçar ele disse:
- Nossa, da onde saiu isso??????(cara de pau...)
Depois desse dia, o pai do Daniel tinha que revistar o Marlucio antes dele ir embora.
E não deve ter parado por aí não, ele deve ter pego bolinhas de gude, outros bonequinhos, e outras dezenas de coisas.
Pra completar, há não muito tempo atrás o Marlucio estava andando de bicicleta com outro cara, e eu e o Daniel estávamos na casa do Pedro. Aí toda vez que o Marlucio passava eu gritava:
- MARLUCIO!
Com sotaque de baiano, aí eu me escondia e ele ficava procurando quem tinha falado.
Bom, isso não interessa, o que interessa é que uma hora ele entrou na garagem do Bello e não saiu mais, pelo menos não pela garagem, e como não pode usar o elevador ou as escadas de bicicleta, só pode significar uma coisa: A bicicleta não era dele. Imagina quanta coisa ele já deve ter pego. Dá pra fazer um filme com esses roubos dele.